Comigo Ninguém Pode
sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Comigo - Ninguém - Pode
O Comigo - Ninguém - Pode também conhecido como aninga - do - Pará, cujo nome científico é Dieffenbachia picta Schott. É uma planta da família das Araceae muito apreciada como ornamental de interiores, dada a
sua tolerância à baixa luminosidade ambiente e baixa umidade relativa do ar. Produz grandes folhas variegadas,
com vários tons de verde e amarelo, lustrosas e duradouras, o que o torna muito
interessante em decoração de interiores. Em algumas regiões do mundo, a sua
popularidade como planta doméstica é acrescida devido à fama que a planta leva
de "espantar o mau-olhado e maus-espíritos."
É
uma planta de alta toxidade porém não há relatos
conclusivos sobre a origem da toxidade da comigo ninguém pode, mas alguns
estudos dão conta de que há alto nível de cristais de oxalato de cálcio e
enzima proteolítica, denominada dumbcaína, na seiva da planta. Esses cristais
apresentam-se na forma de ráfides (agulhas), e estão contidos dentro de células
ejetoras denominadas idioblastos. Acredita-se que os idioblastos compreendem um
fator essencial para a toxicidade dessas plantas, visto que tais células,
através de pressão osmótica, ejetam as ráfides com uma força surpreendente,
fazendo com que os cristais perfurem e penetrem nos tecidos. Sem a força
ejetora dos idioblastos, a simples presença das ráfides de oxalato de cálcio e
das enzimas proteolíticas não seria suficiente para desencadear a toxicidade.
Assim sendo, admite-se atualmente que os efeitos tóxicos provocados por essas
espécies são resultantes da ação combinada de diversos fatores.
Para aquele que teve contato com a planta existe
um tratamento que consiste na lavagem gástrica e medidas provocadas de vômitos
realizadas com muito cuidado em virtude dos efeitos irritantes da planta. O
tratamento é sintomático, incluindo administração de demulcentes (clara de
ovos, óleo de oliva), bochechos com soluções de hidróxido de alumínio,
antiespasmódicos e analgésicos e anti-histamínicos. Nos casos mais graves
convém administrar corticosteróides.
Embora seja uma espécie perigosa, a comigo
ninguém pode não deve ser condenada ao extermínio. Quem tiver crianças ou
animais em casa basta colocá-la em ambiente de difícil acesso, minimizando
assim o perigo de intoxicação.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Comer muito doce causa Diabetes?
Em primeiro lugar é importante entender um pouco mais da
doença. A diabetes é um nome dado a um grupo de distúrbios metabólicos que
resultam em níveis elevados de glicose no sangue. A glicose é uma molécula simples de
carboidrato que fornece energia para o funcionamento celular. A maioria dos
carboidratos é composto por três monossacarídeos: frutose, galactose e glicose,
que estão presentes em diferentes alimentos, desde frutas até cereais. A
glicose é a única molécula que pode nos fornecer energia, e a frutose e a
galactose necessitam ser transformadas em glicose pelo fígado.
Após uma refeição, é ingerida uma grande quantidade de
glicose, frutose e galactose, o que aumenta a glicemia (concentração de glicose
no sangue). Sempre que há um aumento da glicemia, o pâncreas libera a insulina,
um hormônio que tem a capacidade de fazer com que a glicose entre nas células
do corpo e estimular o armazenamento da glicose no fígado para que, em momentos
de necessidade, o corpo tenha uma fonte de glicose que não dependa da
alimentação. Essas duas ações da insulina derrubam rapidamente a glicemia,
fazendo com que suas taxas se normalizem.
Portanto, a diabetes é uma doença que cursa uma dificuldade
do organismo de abaixar os níveis de glicose no sangue, mantendo-os sempre
acima do normal. Isso pode ocorrer por falta de insulina, ou por uma
incapacidade das células de reconhecerem a presença da mesma, ou seja, há
insulina mas ela não consegue colocar a glicose para dentro da célula.
Ao contrário do que pensam, a ingestão exagerada de doces não
causa Diabetes. É claro que tudo que é consumido em excesso faz mal, mas as principais
causas da doença são: histórico familiar, sedentarismo e obesidade. Assim, quem
tem uma capacidade normal para processar carboidratos organismo, não corre o
risco de desenvolver essa doença. Entretanto, se a ingestão de doces levar à
obesidade aumenta a chance se desenvolver a Diabetes.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Brigadeiro Envenenado
Em 20
de março de 2012, uma mulher foi suspeita de mandar entregar para uma
menina chamada Talita, de 14 anos, uma caixa com brigadeiros que contia
chumbinho, um veneno usado para matar ratos. A menina planejava sua festa
de 15 anos e recebeu os doces de um taxista, com um bilhete dizendo se tratar
de amostras de doces para sua festa. Os doces foram consumidos por quatro
adolescentes, que acabaram no hospital por suspeita de envenenamento. Talita
acabou sofrendo duas paradas cardiorrespiratórias e precisou ser internada
na UTI. O taxista disse ter entregado os doces a pedido de uma mulher que o
contratou em frente a um Shopping Center na região Sul de Curitiba, as imagens
das câmeras de segurança do shopping ajudaram a identificar a principal
suspeita. Uma perícia apontou presença do inseticida Terbufos nos doces que não
foram ingeridos, nesses doces foi encontrado um fio de cabelo
que contribuiu para descoberta do suspeito.
A análise toxicológica
foi um forte instrumento indiciário e neste caso foi de extrema
importância, pois identificou a presença de chumbinho nos brigadeiros ajudando
a finalizar o caso.
As
análises toxicológicas englobam as etapas de detecção, identificação,
quantificação de substâncias, e interpretação dos resultados obtidos na
análise. A cromatografia em camada delgada é uma das formas de verificar a
presença de chumbinho e mostrou ser bastante adequada para o auxílio do diagnóstico
da intoxicação, pois todas as pessoas intoxicadas apresentavam grânulos
enegrecidos no conteúdo gástrico, fazendo com que a confirmação qualitativa
fosse suficiente para o diagnóstico laboratorial.
É importante o
estabelecimento da relação de causa e efeito para verificar se a substância
analisada é a responsável pelo resultado concreto. Esta análise não pode conter
equívocos para assim possibilitar um laudo confiável.
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